A Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, pelos crimes de violência psicológica e fraude processual. A conclusão das investigações sobre a morte da jovem foi enviada no dia 30 de setembro ao Poder Judiciário e divulgado nesta terça-feira (6).
Durante as apurações, os investigadores localizaram provas, como áudios e relatos de familiares próximos, de que Isabelle vivia em um relacionamento marcado por controle e isolamento por parte de João Munhoz.
A polícia passou a investigar se a morte da jovem estaria relacionada à violência psicológica e a um induzimento ou instigação ao suicídio. João foi preso no dia 22 de setembro, no âmbito das investigações, e teve o seu celular apreendido.
O inquérito policial entendeu que as circunstâncias que levaram Isabelle a óbito resultaram de “uma precipitação voluntária da estudante”, termo técnico para dizer que Isabelle teria se jogado da janela voluntariamente.
Foram realizados 17 laudos por parte da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado do Ceará, entre eles, documentos de necropsia, toxicológico, do local do crime, de DNA, de papiloscopia. Além disso, 700 vídeos de imagens de câmera foram analisadas e 29 pessoas foram ouvidas, entre elas familiares, amigos, colegas de trabalho do casal, moradores e funcionários do prédio onde Isabelle foi encontrada morta.
