A federação PSOL/Rede, o PDT, o Avante, o Missão e a federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, não atingiram os requisitos da cláusula de barreira nas eleições de 2026.
Apesar de terem conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados, esses partidos não alcançaram a combinação mínima de votos ou de deputados eleitos com presença em número suficiente de estados exigida pela regra.
Com isso, as siglas perdem o acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Além disso, os deputados eleitos por esses partidos poderão migrar para outras legendas sem perder o mandato, o que abre caminho para um processo de negociações que pode resultar em federações, fusões ou no esvaziamento dessas agremiações.
Regras mais rígidas e menos partidos no Congresso
Nesta eleição, a cláusula de barreira ficou mais exigente: para cumpri-la, o partido precisava obter 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos 9 estados, ou eleger 13 deputados em pelo menos 9 unidades da federação. O resultado é que a Câmara dos Deputados terá o menor número de partidos em mais de 20 anos.
Dos 30 partidos com registro, apenas 20 elegeram representantes para a próxima legislatura, três a menos do que nas eleições de 2022, quando 23 partidos obtiveram representação.
