Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez publicamente que possuem armas posicionadas em órbita, uma confirmação que colocou novamente no centro do debate uma questão para a qual o direito internacional ainda não oferece uma resposta clara: quais armas podem ser colocadas no espaço e quais deveriam ser proibidas?
A confirmação foi feita pelo secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, durante a conferência Air, Space & Cyber, realizada em Maryland. Segundo ele, os Estados Unidos agora possuem “armas de controle espacial em órbita” capazes de defender as forças americanas de ações de adversários.
O governo americano, no entanto, não revelou quais são essas armas, quantas estão em órbita, como funcionam nem quando foram lançadas. Também não esclareceu se foram projetadas exclusivamente para atingir ou neutralizar outros objetos no espaço.
A falta de detalhes não é uma característica apenas dos Estados Unidos. Rússia, China e outras potências também mantêm grande parte de suas capacidades militares espaciais sob sigilo, criando um cenário no qual especialistas nem sempre conseguem determinar se determinado satélite tem finalidade exclusivamente civil, militar ou as duas coisas.
Arma espacial?
Essa é justamente uma das dificuldades do debate.
Uma arma espacial não precisa necessariamente ser uma bomba ou um míssil colocado em órbita.
