ANÁLISE: Os impactos da escala 6x1 na campanha de Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno
A discussão sobre o fim da escala 6x1 no Senado Federal ganhou dimensão eleitoral após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A PEC 221/2019 começou a ser debatida pelo plenário nesta terça-feira (6).
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso, sem redução de salário.
Aliados do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem a votação como parte da estratégia da campanha para o segundo turno. O tema, porém, já havia sido apresentado pelo governo como uma das bandeiras do primeiro turno e era conhecido pelos eleitores.
Na oposição, a pauta é vista como um tema de apelo entre trabalhadores. Uma posição contrária explícita pode ter impacto sobre a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Por isso, parlamentares de oposição discutem não comparecer ao plenário para dificultar a formação do quórum necessário à votação. A estratégia pode, porém, gerar desgaste político caso seja interpretada como uma tentativa de impedir a votação da proposta.
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