O Banco Mundial revisou de 1,9% para 2,1% a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil de 2026. Em relação a 2027, no entanto, a estimativa teve uma queda de 2% para 1,7%. Já a de 2028 subiu de 2,2% para 2,3%.
Os dados foram divulgados na 3ª feira (6.out.2026) no relatório Atualização Econômica da América Latina e do Caribe. Eis a íntegra, em inglês (PDF - 8 MB). A revisão foi feita em relação à projeção divulgada em junho no relatório Perspectivas Econômicas Globais. Eis a íntegra (PDF - 4 MB).
A projeção de crescimento para o Brasil está ligeiramente abaixo da estimada para a região, de 2,2% em 2026.
Na avaliação do Banco Mundial, no Brasil, “as condições monetárias restritivas pesam sobre a demanda doméstica, enquanto um mercado de trabalho ainda forte continua a oferecer algum suporte”.
REGIÃO
Em relação à América Latina e ao Caribe, a projeção do crescimento foi reduzida, ante os 2,4% estimados em 2025.
A entidade aponta que, em toda a região, a elevada incerteza global, o espaço fiscal limitado e os altos custos de financiamento pesam sobre a demanda privada.
Além disso, destaca que a volatilidade dos preços da energia pode interromper o processo de desinflação, enquanto o El Niño pode prejudicar a produção e pressionar os preços dos alimentos.
Segundo o Banco Mundial, o crescimento moderado reflete o atual equilíbrio das políticas e não o potencial da região.
