O governo federal, por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realiza, nesta 4ª feira (7.out.2026), o que deve ser o maior leilão de áreas de petróleo da história da agência.
A reguladora promove, a partir das 9h, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, com 13 blocos exploratórios no pré-sal, e a partir das 14h, o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com 313 blocos em outras áreas exploratórias nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Se todos os blocos forem arrematados, o governo projeta arrecadar só com bônus de assinatura uma receita mínima de R$ 2,15 bilhões. Esse será o último certame da ANP na sede da agência, no centro do Rio. A partir de 2027, as disputas passarão a ser realizadas na B3, em São Paulo.
Ao todo, 19 empresas estão habilitadas a apresentar ofertas para o leilão de partilha, e 46 estão aptas a disputar as concessões permanentes.
PARTILHA NO PRÉ-SAL
O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção será a maior oferta de áreas no pré-sal desde que a ANP implementou o modelo atual de leilões, em 2022. Serão 5 áreas na Bacia de Campos e 8 na Bacia de Santos.
Além da Petrobras, estão aptas a participar dessa disputa algumas gigantes globais, como as norte-americanas Exxon e Chevron, a francesa TotalEnergies e a inglesa Shell. Também participam nomes como Prio Forte S.A, BP, Equinor, Galp e QatarEnergy.
