O Brasil realiza nesta quarta-feira (7) dois dos maiores leilões de blocos exploratórios de petróleo e gás dos últimos anos.
Um deles foca em pré-sal, sob expectativa de forte interesse de investidores, em meio à busca global por novas fontes de suprimento fora do Oriente Médio e ao crescente apetite de grandes petroleiras por ativos brasileiros.
Dezenove empresas, incluindo Petrobras, Chevron, BP, TotalEnergies e Shell, estão aptas a participar do leilão, que licitará um total de 13 blocos sob regime de partilha de produção.
Enquanto 46 companhias estão listadas para o outro leilão no mesmo dia, que contará com a oferta de 22 setores exploratórios, englobando mais de 300 blocos, sob o regime de concessão.
As rodadas no Brasil acontecem em um contexto de alta dos preços do petróleo e ampliação da relevância estratégica do Atlântico Sul para o abastecimento global de energia, enquanto petroleiras ampliam esforços para diversificar portfólios e reduzir a dependência de regiões mais sujeitas a tensões geopolíticas.
“O Brasil é naturalmente parte do portfólio das empresas que não querem concentrar seus projetos em países de elevado risco geopolítico ou em áreas de óleo e gás não convencional na América do Norte e, agora, Argentina”, afirmou o professor e pesquisador no Instituto de Energia da PUC-RJ Edmar Almeida, à Reuters.
“Além disso, as empresas brasileiras independentes precisam renovar seu portfólio exploratório.
