Soraya Thronicke (PSB-MS) não conseguiu se reeleger ao Senado nas eleições de 2026 e deixará o Congresso ao fim do mandato, em janeiro de 2027. Eleita em 2018 na onda bolsonarista e apresentada na época como “a senadora do Bolsonaro”, ela rompeu posteriormente com o ex-presidente e, neste ano, disputou a reeleição em uma aliança apoiada por Lula e pelo PT. Soraya terminou a disputa em quarto lugar, enquanto as duas vagas de Mato Grosso do Sul ficaram com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.
Além da derrota eleitoral, Soraya enfrenta uma queixa-crime apresentada pelo deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. O processo envolve acusações de crimes contra a honra após Soraya e Lindbergh Farias associarem Gaspar a uma denúncia de estupro de vulnerável. Soraya declarou ao STF que agiu de boa-fé e que apenas encaminhou às autoridades informações que considerava relevantes para investigação.
Nesta terça-feira (6), o ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento da investigação contra Gaspar após a PGR concluir que as diligências não produziram elementos mínimos para justificar a abertura de inquérito. Gaspar reagiu cobrando punição a Soraya e Lindbergh. A existência da queixa-crime, porém, não significa condenação: eventual responsabilidade penal dos parlamentares ainda dependerá do andamento e das decisões judiciais no processo.
Para você, Soraya pagou nas urnas pelo rompimento com Bolsonaro e pela aproximação com Lula?
