A Organização Mundial da Saúde declarou na 3ª feira (6.out.2026) que está monitorando a suspeita de morte por peste pneumônica de uma funcionária de um laboratório na região da Sibéria, na Rússia, registrada na última 6ª feira (2.out).
As autoridades russas também investigam o caso. A causa da morte não foi oficialmente confirmada e exames laboratoriais estão em andamento.
Segundo a Organização das Nações Unidas, 189 pessoas foram colocadas sob observação médica em Irkutsk, no leste da Sibéria, por causa da exposição à doença potencialmente mortal. Nenhuma delas apresentou sintomas até o momento.
O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, disse na 3ª feira (6.out) a jornalistas em Genebra, na Suíça, que nenhum patógeno de doenças infecciosas perigosas foi detectado entre os contatos.
Lindmeier afirmou que o local de trabalho da vítima era “um instituto que estuda patógenos perigosos, incluindo a peste”, em uma região da Sibéria onde a doença é registrada em animais selvagens.
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas. A peste pneumônica se dá quando a bactéria infecta os pulmões.
De acordo com a OMS, essa forma de infecção por peste é especialmente contagiosa e pode desencadear epidemias graves através da transmissão de pessoa para pessoa por partículas respiratórias.
