Um impasse entre a Origem Energia e a Axia Energia sobre a conexão à rede elétrica pode atrasar a entrada em operação de sete termelétricas contratadas no leilão de reserva de capacidade de 2026, segundo a geradora termelétrica. A Origem levou o caso à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pediu orientação para resolver a divergência.
Em documento enviado à Aneel ao qual a CNN teve acesso, a Origem afirma que a Axia condiciona a análise e a aprovação da documentação técnica dos empreendimentos à apresentação do Parecer de Acesso, emitido pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Segundo a empresa, as novas regras de acesso à rede passaram a prever esse documento em uma etapa posterior do processo.
Os empreendimentos em questão são as usinas Pilar e Pilar Nova, previstas para entrar em operação em 1º de outubro de 2028. Já as usinas Manguaba I, II, III, IV e V têm entrada em operação prevista para 1º de agosto de 2029. Todos os projetos são movidos a gás natural.
Segundo dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), os sete empreendimentos somam mais de 477 megawatts de potência injetada e somam investimentos previstos de R$ 2,07 bilhões.
A divergência ocorre na implantação da Pnast (Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão), que organiza a conexão de novos empreendimentos por meio das chamadas temporadas de acesso.
