O jogo de forças entre o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) tende a se intensificar após as eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, previstas para fevereiro. A avaliação é de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, que analisou o cenário político ao WW.
Segundo Noronha, existe espaço para alguma forma de acomodação entre as forças políticas em torno do que ocorre internamente no STF, mas esse espaço é limitado.
“O espaço é menor e eu imagino que a gente vai ter uma ação do Poder Executivo e do Congresso Nacional em direção ao Supremo”, afirmou.
Noronha avaliou que, até as eleições das Mesas do Legislativo, o que se observará é um movimento de reconhecimento de posições entre os atores políticos.
“Daqui até lá, o que a gente vai ver é esse tipo de teste de território, saber onde cada um está pisando e mandando os recados”, disse.
Para ele, a tensão inicial deve existir, mas se aprofundará somente após a definição de um novo comando nas casas legislativas, momento em que ficará claro se as pontes entre os poderes foram ou não construídas.
O vice-presidente da Arko traçou um paralelo histórico com o escândalo do Mensalão, ocorrido há cerca de 20 anos, quando também havia discussões sobre o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma eventual acomodação política foi alcançada após revelações feitas em CPI.
