Pesquisadores revelaram que o krill, espécie importante para a cadeia alimentar do Oceano Antártico, mantém um costume diferente do que as pesquisas apontavam sobre a sobrevivência: utiliza as fontes hidrotermais, um tipo de “vulcão em miniatura”, de águas profundas como habitat.
É a primeira vez que pesquisadores conseguem observar fêmeas ovígeras (com ovos e capaz de se reproduzir) reunidas e se alimentando próximas das fontes hidrotermais, a mais de 900 metros abaixo da superfície. A coleta do krill reprodutivo representou a mais profunda realizada até hoje. Até então, nenhuma fêmea nesta condição tinha sido encontrada nessa região.
Durante a análise das fêmeas, as pesquisadores encontraram evidências de que a espécie se alimenta de micróbios quimiossintéticos, que produzem carbono orgânico a partir de enxofre e outros compostos químicos emitidos pelas fontes hidrotermais, e não da luz solar.
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Além disso, foi observado também pelas cientistas que as fêmeas apresentavam altos níveis de minerais, como manganês, zinco e ferro. Esses minerais são essenciais para reprodução.
