Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul
Divulgação/Stellantis
Para Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a indústria automotiva ocidental “errou” ao avaliar a velocidade com que a eletrificação ganharia relevância no mercado global, o que acabou dando aos chineses o protagonismo no desenvolvimento desses veículos.
“A palavra correta é erro. A indústria ocidental errou na leitura de mercado daquilo que poderia se estabelecer em termos de velocidade de avanço de algumas tecnologias. Que o caminho seria eletrificado, todo mundo sabia”, disse o executivo em entrevista nesta terça-feira (6).
O executivo, que comanda na região marcas como Fiat, Jeep, RAM, Leapmotor, entre outras, negou que as montadoras tradicionais tenham subestimado ou ignorado a força da indústria chinesa, mas afirmou que as projeções sobre o avanço dessas marcas não foram precisas.
“No ano passado, a participação dos chineses no Brasil acumulada foi de 9%. Esse ano está em 17% e, no último mês, a participação dos chineses superou 25%. Então essa aceleração ninguém conseguia prever desse jeito”, disse.
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“Isso está associado a várias coisas que também envolveram, digamos, um erro de leitura, vamos chamar assim, do mercado.”
Zola cita outros entraves e erros de avaliação do setor.
'Ninguém conseguia prever': chefe da Stellantis admite erro do setor diante da disparada chinesa
