Uma pessoa segura um cartaz em apoio a Jane Doe durante um protesto na Universidade Cornell, na segunda-feira, 5 de outubro de 2026, em Ithaca, Nova York.
AP Photo/Adrian Kraus
Milhares de publicações com a frase “I am Jane Doe” (“Eu sou Jane Doe”, em tradução livre) passaram a circular nas redes sociais em apoio a jovem que acusa sete integrantes de uma fraternidade da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, de estuprá-la em 2024.
O caso voltou a ganhar repercussão no fim de setembro quando um jornal estudantil independente revelou uma ação judicial movida pela jovem contra a universidade. A vítima afirma que a instituição não a protegeu e aplicou punições brandas aos acusados.
As publicações costumam ser acompanhadas de relatos pessoais de abuso e violência sexual. Segundo a Associated Press, a mobilização teve como objetivo proteger a jovem diante das tentativas de grupos de divulgar sua identidade real na internet.
O movimento remete ao #MeToo, que ganhou força em 2017. Na época, milhões de mulheres compartilharam relatos de assédio e violência sexual nas redes sociais após denúncias de grande repercussão envolvendo figuras poderosas de Hollywood.
Protestos
Na segunda-feira (5), centenas de manifestantes ocuparam o campus da Universidade Cornell, que é considerada uma Ivy League, para protestar contra a condução do caso.
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