Mais de 260 mil pessoas participaram de manifestações espalhadas por toda a França ao longo desta terça (6), segundo o governo francês. Essa é uma das maiores mobilizações recentes do país desde os “coletes amarelos” (gilet jaunes), que protestaram em 2018 contra o governo de Emmanuel Macron.
Somente em Paris, 56 mil manifestantes foram às ruas próximas à Place de la Nation, ponto histórico parisiense. Em outras partes da capital, estudantes voltaram a bloquear o acesso a colégios. Estrasburgo, na fronteira com a Alemanha, Marselha, no sul, Lyon, na região central, Nantes, no oeste, e Caen, no norte, também tiveram grandes aglomerações.
A crise de proporções nacionais começou no Colégio Saint-Exupéry na periferia de Paris. Os alunos obstruíram o acesso à escola em protesto, cobrando por melhorias. A partir daí, a situação rapidamente escalou.
Por meio das redes sociais e com a legenda “P.O.V: o bloqueio no seu colégio não foi um fracasso” (P.O.V: ton lycée a pas flop le blocus), estudantes compartilhavam vídeos sobre os bloqueios em suas regiões. O governo francês afirma que um número sem precedentes de instituições de ensino sofre com os atos.
Nesta terça, o protesto se expandiu e contou com a presença de membros do sindicato, professores, pais e os alunos - que puxam o movimento. O grupo cobra por melhores condições de estudo, incluindo melhorias nas salas de aulas e o aumento do corpo docente. Além disso, também pesa o aumento do custo de vida e da inflação.
