O Senado Federal deu início, nesta terça-feira (6), à discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A primeira das cinco sessões obrigatórias de debate teve o plenário da Casa mobilizado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e esvaziado pela bancada do PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (RJ).
A sessão foi aberta com 47 senadores, nenhum deles do PL. Ao longo do dia, outros parlamentares da legenda registraram presença: Efraim Filho (PB), que foi o primeiro, Izalci Lucas (DF), Eduardo Gomes (TO), Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO) e Marcio Bittar (AC).
A maioria dos discursos foram de aliados do governo. Paulo Paim (PT-RS), que encerra o mandato neste ano e defende o fim da 6×1 há anos, abriu os pronunciamentos e pediu aos colegas que pensem na classe trabalhadora e em quem tem pouco tempo de vida fora do emprego.
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) disse apoiar a escala 5×2, mas criticou o prazo de transição previsto no texto, que considerou curto.
Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a tramitação da proposta na Casa seguirá o rito normal, sem atropelos. Faltam quatro sessões de debate. A expectativa é que o primeiro turno do texto seja votado em 15 de outubro. Para ser aprovada, a PEC precisa de 49 votos favoráveis em dois turnos.
Ainda não há consenso sobre quando o segundo turno será votado.
