O Ministério Público de Goiás (MPGO) obteve, nesta terça-feira (6), a decisão judicial que condena João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola, por danos morais e materiais decorrentes de abusos sexuais praticados pelo acusado no interior da entidade, localizada em Abadiânia, interior do estado.
O documento detalha a decisão do juiz André Luiz Ligório que os condenou à reparação dos danos morais e materiais individualmente às pessoas que comprovarem terem sofrido abusos durante os atendimentos espirituais no centro espírita.
A decisão ainda destaca que os acusados foram ainda condenados ao pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.
Quanto aos danos individuais, os valores a serem recebidos deverão ser analisados após a apresentação de fatos, documentos para que assim, seja possível calcular a indenização. “Em cada liquidação, devem ser demonstradas a ocorrência do episódio, a condição de vítima, a vinculação causal com as atividades desenvolvidas e a extensão dos danos materiais, entre outros elementos”, destaca.
