A construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, projeto do presidente Donald Trump, tem sido violenta não apenas contra os imigrantes, mas também contra a história da humanidade. Acontece que, em abril, segundo informações da NBC News, empreiteiros que trabalhavam na obra danificaram o geoglifo Las Playas Intaglio, considerada um antigo símbolo sagrado das tribos indígenas locais.
O cenário já é ruim o suficiente, mas conseguiu piorar. Uma análise das amostras do local revelou que as marcas no chão são pra lá de antigas. A estimativa é que elas tenham idade entre 6,5 mil e 7 mil anos, o que quer dizer que podem ser muito mais velhas do que as pirâmides do Antigo Egito (construídas entre 2700 a.C. e 1500 a.C).
Segundo Verlon Jose, da tribo Tohono O'odham, o ocorrido era totalmente evitável. Em comunicado, ele reforçou que os operários foram previamente alertados que o local tinha sido identificado por um monitor de proteção cultural e, ainda assim, as obras deram andamento. “O local também era uma parte insubstituível da história dos Estados Unidos, algo que nenhum de nós jamais poderá recuperar”.
Las Playas Intaglio
Ao que tudo indica, no passado, os humanos alteraram a paisagem da região. No período, há indícios de que eles rasparam a camada escura da superfície de um antigo campo de lava para criar a representação Las Playas Intaglio. A imagem, que é de um peixe gigante, representa um vestígio físico da atividade humana no sítio arqueológico.
Obras de muro de Trump danificaram geoglifo mais antigo do que pirâmides egípcias
