O LibreOffice decidiu transformar uma ausência comum em outros tempos em argumento de venda em plena corrida da inteligência artificial. A suíte gratuita e de código aberto afirma que não oferecer IA generativa por padrão é uma vantagem, principalmente para usuários e organizações preocupados com privacidade e controle sobre documentos. A posição foi detalhada pela The Document Foundation, entidade responsável pelo projeto, e repercutida pela TechCrunch nesta terça-feira (6).
A decisão coloca o LibreOffice em uma direção diferente da adotada por Microsoft e Google. Enquanto Copilot e Gemini ganham cada vez mais espaço dentro de Word, Excel, Google Docs e outros aplicativos de produtividade, o projeto afirma que não pretende adicionar uma IA integrada ao pacote no futuro próximo.
Isso não significa que a ferramenta descarte a tecnologia. A fundação diz que pode reconsiderar a decisão caso encontre uma implementação que cumpra os requisitos definidos pelo projeto.
Por que o LibreOffice não quer IA integrada?
A principal preocupação está no destino dos dados usados pelos modelos. Segundo a The Document Foundation, documentos podem conter prontuários médicos, processos jurídicos, informações de estudantes e outros conteúdos confidenciais, o que torna relevante saber quando e para onde esses arquivos são enviados.
O projeto estabeleceu uma série de condições para uma eventual integração.
