O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou ter matado a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, durante novo interrogatório de mais de oito horas, que ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital, na última segunda-feira (5).
De acordo com a defesa da família da vítima, o acusado falou por aproximadamente 10 horas, dizendo que a perícia realizada no local do crime foi manipulada. O interrogatório foi adiado três vezes antes da data atual. O réu responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual, por ter interferido na cena do crime e no curso do caso.
A defesa da família de Gisele também comentou que “ele colocou a Gisele como se fosse uma pessoa desequilibrada, violenta e possessiva, que havia o agredido, mas nunca apresentou nenhuma prova”, afirmando que, durante o interrogatório o acusado “tenta lutar contra uma perícia, dizer que a perícia foi manipulada, porque criaram uma máfia, segundo ele, para o incriminar.”
Caso Gisele: Justiça iniciou audiências com PMS e testemunha protegida na segunda (29) | LIVE CNN
Descarta suicídio
Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, o qual a CNN Brasil teve acesso na sexta-feira (3), concluiu que a soldado Gisele não cometeu suicídio. O documento destaca a “impossibilidade de que Gisele tenha atirado contra a própria cabeça”.
O segundo laudo manteve o mesmo resultado que a documentação anterior e contradiz a versão dos fatos apresentados pelo tenente-coronel.
