Um novo documentário de quatro horas sobre Elon Musk promete ir além da imagem pública do bilionário para investigar o homem por trás de algumas das empresas mais importantes do setor de tecnologia e da crescente influência política que ele conquistou nos últimos anos.
Dirigido pelo premiado documentarista Alex Gibney, Musk estreou no Festival de Cinema de Veneza e será posteriormente dividido em dois episódios de duas horas para exibição pela HBO.
O filme levou cerca de três anos para ser produzido e começou como uma investigação sobre o homem mais rico do mundo. Ao longo das gravações, porém, a trajetória de Musk ganhou uma dimensão política cada vez maior, especialmente após sua aproximação com Donald Trump.
O próprio Gibney conta que inicialmente não queria fazer um filme sobre Musk. A ideia lhe parecia apenas mais um documentário sobre um homem poderoso e moralmente ambíguo. A percepção mudou quando surgiu a possibilidade de tratar a história como um retrato do poder no século XXI.
Segundo o diretor, a combinação de poder financeiro, inovação e dados permitiu que um novo tipo de indivíduo acumulasse uma influência que antes estava reservada principalmente aos Estados nacionais.
Musk rejeitou o filme desde o início
A relação entre Musk e Gibney começou mal;
Quando o documentário foi anunciado, em outubro de 2023, Musk o classificou como um “filme de ataque”, embora praticamente nada da produção tivesse sido filmado naquele momento.
