Ver ou ouvir outra pessoa bocejar costuma desencadear uma reação imediata em cadeia. Conhecido como bocejo contagioso, esse comportamento involuntário afeta seres humanos e espécies sociáveis, como chimpanzés, bonobos e cachorros.
A ciência estuda o fenômeno e trabalha com duas hipóteses principais para explicar por que essa ação se espalha entre os indivíduos.
A primeira explicação fundamenta-se na empatia e na habilidade de interpretar emoções alheias. Pesquisas indicam que o contágio é mais frequente entre pessoas com laços afetivos ou de convivência próxima. Além disso, o comportamento surge por volta dos quatro anos de idade, fase em que a capacidade empática se desenvolve nas crianças.
Relembre caso: Jovem vai parar na emergência após bocejar e mandíbula sair do lugar; caso ocorreu em Brasília
Pessoas com condições que afetam a interação social, como autismo ou esquizofrenia, apresentam menor tendência a responder ao bocejo de terceiros. Em crianças autistas, a menor frequência de contato visual direto é apontada como um dos fatores que reduzem esse contágio.
Efeito camaleão e neurônios-espelho
A segunda teoria aborda o efeito camaleão, caracterizado pela imitação inconsciente de gestos e comportamentos. Essa reação é viabilizada pelos neurônios-espelho, células cerebrais ativadas durante a observação das ações de outros indivíduos.
