A eleição para o primeiro turno resultou na diferença mais apertada já registrada antes de um segundo turno na história do país. Com apenas 2,3 milhões de votos separando os dois primeiros colocados em um universo de 170 milhões de votos, o pleito expôs movimentos significativos no eleitorado em relação a 2022.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma perda de 3 milhões de votos em comparação à eleição de 2022, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 4,6 milhões de votos a mais do que seu pai, Jair Bolsonaro, havia conquistado, avalia o diretor de jornalismo do Canal Meio, Pedro Doria, em entrevista ao CNN 360º desta terça-feira (6).
“As grandes cidades do país meio que votaram igual votaram em 2022”, afirmou.
Ele destacou que a principal variação entre os dois candidatos ocorreu nas cidades pequenas e médias, especialmente naquelas com menos de 50 mil habitantes.
O especialista também ressaltou que os votos perdidos por Lula não migraram para candidatos de terceira via nem para brancos e nulos: foram diretamente para Flávio Bolsonaro.
Pedro Doria descreveu esse movimento como característico de um eleitor que não está fixado na polarização política. “Ele cogita votar em ambos e está zanzando de uma eleição para outra, procurando quem é o seu presidente, meio que sem encontrar”, disse.
