O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou, nesta 3ª feira (6.out.2026), que seu eventual governo pretende ser contra a manutenção dos atuais presidentes da Câmara e do Senado. Em discurso em Goiás, o candidato celebrou a nova composição do Congresso, que ampliou a presença da direita no Legislativo.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje, com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição”, declarou.
A declaração abre espaço para uma disputa pela sucessão dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ambos almejam a reeleição.
Flávio afirmou que o resultado das eleições de 2026 produziu um Congresso “muito mais à direita” e disse que essa composição permitirá ao eventual governo avançar em mudanças constitucionais.
Foi a única menção de Flávio, no discurso, à escolha dos comandos das Casas. O candidato não citou nominalmente Motta ou Alcolumbre nem disse que pretende impedir a reeleição dos atuais presidentes. A fala, porém, indica que ele pretende usar uma eventual maioria governista para participar da definição dos sucessores.
O coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), foi citado por outros oradores no evento como futuro presidente do Senado.
