A missão de observação eleitoral da OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que o ativismo político internacional durante as eleições brasileiras chegou ao “extremo de incluir insultos contra uma das candidaturas”.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (6), o grupo pediu que atores nacionais e internacionais ajam com responsabilidade e respeito às instituições brasileiras e à vontade soberana da população.
O documento não identifica quem proferiu os insultos nem qual candidatura foi alvo. A avaliação aparece na seção dedicada à campanha e à comunicação digital.
“Assim como já foi observado pelas MOEs da OEA em outras ocasiões, verifica-se uma tendência cada vez mais frequente de chefes de Estado fazerem declarações públicas sobre processos eleitorais em andamento em outros países do continente”, afirma o relatório.
“A MOE/OEA observou que as eleições no Brasil não ficaram isentas desse ativismo político internacional e, inclusive, que, neste caso específico, esse ativismo chegou ao extremo de se proferirem insultos contra uma das candidaturas.”
Segundo a missão, representantes políticos e da sociedade civil manifestaram preocupação com declarações e ações de atores internacionais que poderiam ter impactado a campanha.
