As taxas dos DIs voltaram a ceder nesta terça-feira (6), dando continuidade ao movimento da véspera após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa presidencial.
O movimento, ainda que menos intenso, também foi influenciado pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,61%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,663% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,725%, com recuo de 7 pontos-base ante 12,791%.
Na segunda-feira as taxas dos DIs despencaram mais de 130 pontos-base nos vencimentos mais longos, em meio à euforia dos investidores com o resultado do primeiro turno.
Isso porque Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas - ainda que seus planos para a área não sejam claros -, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado. No limite, o equilíbrio das contas públicas pode favorecer a queda de juros, o que se refletiu na forte redução de prêmios na véspera.
Nesta terça-feira as taxas dos DIs voltaram a ceder, em especial entre os vencimentos longos - mais sensíveis à questão fiscal e à movimentação dos investidores estrangeiros.
“É uma continuidade do movimento de ontem.
