Em entevista à CNN Brasil, a deputada federal Erika Hilton (PSOL) admitiu que seu futuro no PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) é “incerto” e que dependerá de conversas futuras.
“Meu futuro na legenda é bastante incerto. Vocês acompanharam meu empenho para fazer federação com o PT para ampliação da nossa presença em estados que são dominados pela direita e extrema direita, e a federação nos daria oportunidade de aumentar nossa bancada”, afirmou ao CNN 360º.
“Depois, no processo eleitoral, falei sobre a divisão do fundo partidário e precisei colocar a público, quando houve descumprimento de acordos. Mas tenho respeito pelo partido em que construí minha militância, pelo partido de que sou candidata desde a minha primeira eleição. Precisamos sentar e conversar para definir os próximos rumos”, complementou.
Com 1,6 milhão de votos, Hilton se tornou a mulher mais votada na história da Câmara dos Deputados após apresentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) inicial sobre o fim da escala 6×1. Apesar da expressão de votos, o partido não atingiu a cláusula de barreira, o que coloca uma situação delicada em jogo.
“O partido, quando não atinge a cláusula de barreira, passa a viver uma situação complexa e delicada. Acho que o PSOL errou na distribuição de recursos para candidaturas que não tinham tanto potencial de ser eleitas, em vez de outros estados em que poderia ser eleito.
