A chegada do El Niño deve mudar a rotina do campo brasileiro. Enquanto produtores do Sul precisam se preparar para chuvas intensas e excesso de água, outras regiões terão pela frente seca, calor e irregularidade das precipitações.
Para reduzir os impactos, a Embrapa reuniu recomendações específicas para cada área. Entre as medidas está o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta que indica as melhores épocas para plantar de acordo com o risco climático de cada cultura e região.
Chuvas fortes no Sul, seca em outras áreas
Na Região Sul, as chuvas devem ser mais intensas e concentradas entre setembro e dezembro. O excesso de precipitação pode provocar encharcamento, erosão e perda de nutrientes, além de dificultar a semeadura, a aplicação de insumos e a colheita.
A umidade elevada também favorece doenças. Trigo e outros cereais de inverno, arroz irrigado, soja, milho, frutas de clima temperado e hortaliças estão entre as culturas mais expostas.
No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal apresentam maior risco de seca, enquanto o sul de Mato Grosso do Sul tende a receber mais chuva. O período mais crítico está previsto entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
No Nordeste, a preocupação se concentra na menor oferta de água e nas temperaturas elevadas.
