O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrou de cabeça na articulação por apoios ao aliado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da corrida presidencial. Segundo auxiliares, Tarcísio dobrou a aposta e passou a atuar não apenas dentro do próprio partido, mas também na tentativa de costurar apoio de outras siglas.
Entre as legendas procuradas estão até mesmo o MDB, que apresenta maior resistência à adesão ao candidato do PL. A sigla compõe o governo Tarcísio - é a legenda do vice, Felício Ramuth, e também de Ricardo Nunes, prefeito da capital. Segundo relatos, Nunes telefonou hoje ao presidente do partido, Baleia Rossi, que prometeu conversar com os diretórios.
Tarcísio também abriu diálogo com o Podemos, que chegou a flertar com a possibilidade no primeiro turno. Agora, para os dois partidos, a orientação é aguardar o andamento das conversas e das decisões internas de cada legenda. Internamente, há otimismo com a possibilidade de ampliar a rede de apoios a Flávio: “Vai dar certo. Está ficando bonito”, resumiu uma fonte.
A principal expectativa dos aliados, neste momento, no entanto, está concentrada no Republicanos. Como mostrou a coluna com exclusividade, Tarcísio participou nesta terça-feira (6) de uma reunião no partido para tratar do apoio a Flávio. Na quarta-feira (7), o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, vai ouvir os diretórios do partido. Flávio também terá uma conversa com a bancada.
