Na década de 1840, o espanhol Manuel Blanco Romasanta cometeu o assassinato de pelo menos 9 pessoas. Conhecido como o “Lobisomem de Allariz”, o criminoso protagonizou um dos processos judiciais mais incomuns do século XIX ao utilizar o mito do lobisomem como sua defesa oficial nos tribunais.
Durante o julgamento, realizado em 1852, Romasanta alegou que os seus atos não eram de sua responsabilidade, mas sim fruto de uma maldição familiar que o transformava em uma fera.
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A defesa baseada em uma maldição familiar
Perante o juiz, o acusado afirmou ter se transformado em lobo pela primeira vez em uma floresta, onde teria passado cinco dias em companhia de outros dois animais atacando e consumindo pessoas devido à fome.
Embora os peritos médicos da época tenham rejeitado a hipótese de uma metamorfose física real, o caso despertou grande interesse na comunidade científica da Europa.
A gravidade dos fatos e a singularidade do argumento chamaram a atenção da Rainha Isabel II.
