O café fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York, sustentado principalmente pela valorização do real brasileiro e pela expectativa de redução das vendas externas do país. Nesta terça-feira (6), o contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 4,07% e terminou a sessão cotado a US$ 3,04 por libra-peso.
De acordo com o Barchart, a valorização do real, que atingiu a maior cotação em cerca de quatro meses frente ao dólar, tende a reduzir a atratividade das exportações para os produtores brasileiros, já que a conversão da receita em moeda estrangeira para o real fica menos favorável. Como o Brasil é um dos principais fornecedores globais de café, o movimento cambial influencia diretamente a formação dos preços internacionais.
O mercado também acompanha o posicionamento dos fundos de commodities, especialmente no café robusta. O volume elevado de posições vendidas abre espaço para novas altas caso os investidores passem a recomprar contratos para encerrar essas apostas na queda, movimento conhecido como cobertura de posições vendidas.
Os contratos futuros de cacau fecharam em queda nesta sessão, pressionados principalmente pelo aumento dos estoques certificados da ICE e por sinais de enfraquecimento da demanda. O contrato com vencimento em dezembro recuou 2,88% e terminou a sessão negociado a US$ 5.700 por tonelada.
