Eleita deputada estadual mais votada de São Paulo com 1.956.238 votos, Eduarda Campopiano (PL) já enfrenta uma série de contestações antes mesmo de tomar posse na Assembleia Legislativa. Conhecida por se declarar antifeminista e se apresentar como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”, Campopiano afirmou que pretende combater pautas ligadas ao movimento e já declarou que não considera o feminicídio um crime que deva ter uma tipificação específica.
Depois das eleições, a deputada estadual eleita também virou alvo de uma representação apresentada pela deputada eleita Sofia Favero (PSOL) ao Ministério Público de São Paulo. O caso envolve uma publicação em que Campopiano se referiu à deputada federal Erika Hilton como “homem biológico”. A representação pede investigação por suposta transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.
Campopiano também é alvo de outra iniciativa envolvendo declarações sobre povos indígenas. Sônia Guajajara anunciou uma notícia-crime ao Ministério Público Federal após falas da parlamentar sobre colonização, canibalismo e práticas atribuídas a indígenas. Até o momento, porém, as ações divulgadas pedem investigação e eventual responsabilização; não há registro confirmado de um pedido formal para impedir sua posse na Alesp.
A intensa reação mostra que a disputa política em torno de Campopiano começou antes mesmo do início de seu mandato. O que você acha das denúncias apresentadas contra a deputada eleita?
