A Tesla está a caminho de encerrar dois anos consecutivos de queda nas vendas. Na última sexta-feira (2), a montadora informou que entregou 486.532 veículos no terceiro trimestre, acima da estimativa média dos analistas, de cerca de 456 mil unidades, segundo dados compilados pela Visible Alpha.
O desempenho foi puxado pela recuperação na Europa, que dá à empresa um caminho de volta ao crescimento, mesmo sem os incentivos fiscais dos Estados Unidos. Após o resultado, as ações da Tesla subiram mais de 5% no início do pregão. Os papéis da companhia acumulam queda de cerca de um quinto no ano.
Os números sugerem que o braço de automóveis da empresa pode estar recuperando o fôlego. Ao mesmo tempo, os investidores olham cada vez mais para as apostas do CEO Elon Musk em inteligência artificial, táxis autônomos sem motoristas e robôs humanoides.
O valor de mercado da fabricante, de cerca de US$ 1,40 trilhão (cerca de R$ 7 bilhões), depende fortemente dessas ambições de longo prazo, embora a venda de veículos ainda seja sua maior fonte de receita.
“Os números expressivos colocam a Tesla no caminho certo para o crescimento das entregas no ano todo, após dois anos de quedas”, disse Seth Goldstein, analista sênior de ações da Morningstar. Para ele, o FSD (Full Self-Driving, ou Direção Autônoma Total) é um diferencial que leva os consumidores a escolherem a Tesla em vez de outras montadoras.
