A família de um adolescente de 14 anos que ficou gravemente ferido na França pelo que dizem ter sido um disparo à queima-roupa de um lançador de granadas de gás lacrimogêneo feito pela polícia anunciou na segunda-feira (5) que tomará medidas judiciais, incluindo acusações de tentativa de homicídio doloso.
Em uma coletiva de imprensa em Paris, os pais e a advogada do adolescente falaram sobre as consequências sofridas Eden, que permanece incapaz de falar e se alimenta apenas de líquidos após ter dentes quebrados e arrancados, além de sofrer uma fratura na mandíbula.
“É doloroso mandar seu filho para a escola numa segunda-feira de manhã e encontrá-lo nesse estado”, disse a mãe aos repórteres, acrescentando: “Eden não está bem psicologicamente, Eden não está bem fisicamente… A mandíbula dele está travada”.
O caso, ocorrido em 28 de setembro em frente à escola profissionalizante Château d’Epluches, em Saint-Ouen-l’Aumône, ganhou grande repercussão após vídeos circularem nas redes sociais mostrando três policiais confrontando Eden à margem do protesto, do qual, segundo seus advogados e familiares, ele não participava.
Um policial disparou um lançador de granadas do tipo “Cougar” a curta distância, atingindo o rosto de Eden e derrubando-o no chão.
Elsa Marcel, advogada da família, descreveu o episódio como um ato grave de má conduta policial.
“(O policial) não poderia desconhecer o potencial letal de seu disparo”, afirmou ela.
