O regulador britânico Ofcom abriu uma investigação para saber se a Meta cumpriu as regras de segurança online do Reino Unido antes de lançar o Instagram Instants. O recurso permite compartilhar imagens que desaparecem depois de serem visualizadas.
A apuração vai verificar se a empresa fez avaliações adequadas sobre os riscos de conteúdo ilegal e os possíveis impactos sobre crianças antes de colocar a ferramenta no ar, em maio.
Por que o Instants está na mira
O Instants permite enviar imagens para amigos próximos ou para pessoas que o usuário segue e que também o seguem de volta. Depois de visualizadas, as fotos desaparecem. Para adolescentes com contas Teen, a Meta diz oferecer proteções como bloqueio de capturas de tela, compartilhamentos e encaminhamentos.
É justamente essa mudança no serviço que está no centro da investigação. Pela legislação britânica, alterações significativas em plataformas digitais devem ser avaliadas antes de serem lançadas. O Ofcom quer determinar se a Meta cumpriu essa exigência no caso do Instants.
A análise também envolve riscos relacionados a conteúdos como pornografia, automutilação, suicídio, abuso, ódio e bullying. O regulador já havia destacado que recursos de mensagens e imagens que desaparecem podem representar riscos para crianças e adolescentes.
Meta afirma que fez análise
A Meta disse que leva a sério suas obrigações previstas na legislação britânica.
