Sebastien Lecornu, primeiro-ministro da França, condenou a violência em escolas de ensino médio durante uma sessão de perguntas e respostas na Assembleia Nacional francesa nesta terça-feira (6).
A sessão ocorreu em meio a confrontos durante protestos sobre as condições da educação em cidades de toda a França. A polícia chegou a usar gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Lecornu relatou um número significativo de vítimas decorrentes da recente onda de violência, informando que 215 alunos e 85 funcionários das escolas ficaram feridos.
Ele classificou o episódio como “o maior número de vítimas em décadas no sistema nacional de educação em termos de funcionários públicos feridos”.
Lecornu também defendeu a atuação policial, rejeitando o que chamou de “mentiras” sobre as forças de segurança, em referência a alegações de uso deliberado de força excessiva e racismo por parte dos policiais.
Grupos de defesa de direitos, estudantes e associações de pais acusaram as autoridades de utilizar força desproporcional contra menores.
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O governo afirma que o movimento de protesto foi infiltrado por “pessoas de fora” e transformou-se em violência urbana.
De toda forma, o ministro da Educação francês, Edouard Geffray, reconheceu a necessidade de melhorias, especialmente nas escolas de ensino médio.
“De forma simples e muito clara: hoje, precisamos fazer mais e melhor”, disse ele.
