Banco Mundial estima que inteligência artificial vai criar 170 milhões de vagas de trabalho, em 5 anos
O Brasil deve crescer 2,1% em 2026, segundo projeção do Banco Mundial divulgada nesta terça-feira (6).
O ritmo é inferior à média da América Latina e do Caribe, estimada em 2,2% neste ano, e coloca o país entre as principais economias da região com tendência de estagnação. Segundo o Banco Mundial, Brasil e México, que são as duas maiores economias da região, estão crescendo em um ritmo igual ou inferior à média regional.
O desempenho é limitado pelas condições monetárias restritivas, ou seja, por medidas que mantêm os juros elevados para controlar a inflação, pela incerteza sobre as políticas econômicas e pelo enfraquecimento dos investimentos públicos.
A América Latina e o Caribe devem crescer 2,2% em 2026, uma leve desaceleração em relação aos 2,4% registrados em 2025, segundo a instituição.
"A América Latina e o Caribe têm potencial para alcançar um crescimento mais sólido e ambicioso. Os países que mantiveram estruturas macroeconômicas sólidas, fortaleceram suas instituições e impulsionaram reformas estão demonstrando que é possível alcançar um crescimento mais forte", afirmou Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a região.
Entre os países com as maiores taxas de crescimento previstas estão Paraguai, com 4,7%, e El Salvador, com 4,5%.
Brasil fica para trás e deve crescer menos que América Latina em 2026, diz Banco Mundial
