O Banco Mundial estimou nesta terça-feira (6) que o crescimento econômico da Europa e da Ásia Central deve desacelerar para 2,2%, após avanço de 2,6%. Segundo a instituição, o movimento reflete preços mais elevados de energia, aumento da incerteza e atividade mais fraca nos parceiros comerciais da região.
A projeção anterior, divulgada em junho, apontava alta de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da região para este ano e de 2,5% para 2025. No novo relatório, o Banco Mundial afirma que a desaceleração é generalizada e acompanha a fraqueza observada na maior parte dos países.
Sem a Rússia, responsável por cerca de 40% da produção regional, a expectativa é de que o crescimento recue para 3% em 2026, ante 3,7% em 2025. O documento também avalia que as perturbações nos mercados globais de commodities tiveram efeito mais limitado do que o inicialmente previsto.
A vice-presidente do Banco Mundial para a região, Antonella Bassani, afirmou que as economias em desenvolvimento seguem demonstrando resiliência com a redução da intensidade energética, o reforço de políticas governamentais e a demanda interna robusta. Segundo ela, o avanço da produtividade também pode passar pelo uso de inteligência artificial, com fortalecimento de competências educacionais e gerenciais.
A Ásia Central continua como a sub-região de crescimento mais acelerado, com expansão estimada em 5,8% para 2026.
