Nesta terça-feira, 6, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na sede da Corte em Brasília.
Posteriormente ao encontro, Marinho concedeu uma coletiva de imprensa na qual informou ter dito ao juiz do STF que a Casa não pode se omitir diante de crimes de responsabilidade cometidos por ministros do STF. No primeiro turno, o PL fez 19 cadeiras que, somadas às atuais, chegarão a 30, tornando-se a maior bancada.
“Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade pelo STF, o Senado não vai se omitir, e hoje ele tem se omitido”, declarou Marinho.
Conforme ele, a cobrança por responsabilização deve seguir a Constituição e não representa uma intenção de revanche contra o tribunal.
“Não temos espírito de vingança", disse. "Não é isso. Queremos cumprir a lei. Queremos a imparcialidade, o respeito às instituições e às regras."
O senador também disse que indícios de crimes não podem ser acobertados pelo corporativismo. “Ninguém está acima da lei.”
Críticas à atuação do STF nas eleições
Marinho relatou que solicitou a reunião havia cerca de 30 dias e reforçou o pedido na semana passada. Na avaliação dele, as preocupações que motivaram a audiência se agravaram nesse intervalo.
O parlamentar citou Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes ao criticar o que classificou como uma “intervenção continuada” de ministros do Supremo na Justiça Eleitoral.
