Com a recomposição da Câmara dos Deputados após o pleito deste domingo (4), 109 mulheres farão parte da Casa Legislativa a partir de 1º de fevereiro de 2027. Com isso, a representação feminina passa de 17,5% em 2022 (90 parlamentares) para 21,2% em 2026.
Apesar desse crescimento total, três estados não elegeram mulheres como deputadas federais. Distrito Federal e Roraima, com 8 cadeiras cada, e Piauí, com 10, tiveram todas as suas vagas ocupadas por homens.
Do outro lado, a unidade federativa que teve mais mulheres eleitas à Câmara proporcionalmente foi o Mato Grosso do Sul, com 50% das vagas preenchidas por elas (quatro de oito cadeiras).
Na sequência, outros estados tiveram 37,5% das cadeiras ocupadas por mulheres, sendo eles Amapá, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Rondônia (cada um com três das vagas destinadas). Santa Catarina também contou com essa porcentagem, com 6 dos 16 postos ocupados por candidatas.
Seis mulheres foram as candidatas mais votadas em seus respectivos estados. São elas:
Camila Jara (PT-MS);
Natália Bonavides (PT-RN);
Coronel Fernanda (PL-MT);
Socorro Neri (PP-AC);
Yandra Moura (União-SE);
Professora Janad Valcari (PP-TO).
PT (Partido dos Trabalhadores), PL (Partido Liberal) e PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) foram as legendas que mais elegeram mulheres, com 25, 22 e 8 candidatas vitoriosas, respectivamente.
