Protesto apoia ex-aluna que acusou sete de estupro coletivo nos EUA
"Vergonha! Vergonha! Vergonha!", era o que se ouvia na Universidade de Cornell durante uma manifestação em apoio a Jane Doe, nome usado nos autos judiciais para se referir à ex-aluna que acusa sete homens de estupro coletivo.
No início de outubro, milhares de estudantes se reuniram no campus da universidade em Ithaca, em Nova York, onde fica a sede da instituição.
Segundo relatos publicados pelo jornal estudantil The Cornell Daily Sun, Doe entrou com uma ação judicial afirmando que havia sido drogada e violentada coletivamente em uma festa na residência da fraternidade Chi Phi.
O caso provocou uma manifestação que, além de defender a ex-aluna, também cobra medidas da própria Universidade de Cornell. Os estudantes pedem a responsabilização dos supostos autores do crime e mudanças na administração da instituição.
Durante o protesto, estudantes também afirmaram não se sentir seguros no campus e criticaram a maneira como a universidade teria lidado com o caso.
A casa da fraternidade Chi Phi na Universidade Cornell em Ithaca, Nova York
AP/Heather Ainsworth
O que os manifestantes pedem
Uma das principais reivindicações dos estudantes é a renúncia do reitor da Universidade de Cornell, Michael Kotlikoff. A multidão também pede a expulsão dos supostos autores do crime ou a revogação de seus diplomas.
Os manifestantes exigem ainda uma investigação externa sobre a administração da universidade.
Milhares de estudantes protestam na Universidade de Cornell em apoio à ex-aluna que acusou sete de estupro coletivo
