Uma estrela morta pode estar lentamente “devorando” um possível planeta formado pelo material lançado ao espaço no fim de sua vida. A hipótese surgiu a partir da análise da anã branca HS 0209+0832 e de sua composição química incomum, explica estudo.
Anãs brancas são os núcleos que restam de estrelas de baixa massa depois que elas consomem seu combustível e expulsam as camadas externas. No caso da HS 0209+0832, os sinais de elementos raros e as variações de brilho indicam a possível presença de um planeta gigante muito próximo.
Um mistério de quase três décadas
O caso começou com dados registrados pelo Telescópio Espacial Hubble em 1999. Na época, cerca de 100 características químicas presentes na atmosfera da anã branca não haviam sido identificadas. Anos depois, o pesquisador Jamie Williams, da Universidade de Warwick, revisitou os registros usando uma base de dados química atualizada e encontrou uma correspondência surpreendente: nióbio.
Esta é a primeira vez que o nióbio é detectado na atmosfera de uma anã branca. Em relação ao cálcio, o nióbio é mais de mil vezes mais abundante na HS 0209+0832 do que no Sistema Solar. Portanto, os blocos que formaram esse planeta devem ser muito ricos em nióbio.
Jamie Williams, da Universidade de Warwick, em nota.
A composição também foge do padrão observado nos materiais rochosos e gelados do Sistema Solar.
