Uma análise de dados biométricos da Justiça Eleitoral identificou na Bahia um caso em que uma mesma pessoa estava vinculada a 11 inscrições eleitorais, com diferentes informações de identificação. A ocorrência foi analisada pela Corregedoria Regional Eleitoral e resultou na determinação de cancelamento dos registros considerados irregulares. A decisão foi publicada em setembro no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-BA.
Segundo as informações do processo, o cruzamento biométrico encontrou coincidências entre cadastros existentes em diferentes zonas eleitorais. A apuração concluiu que as inscrições pertenciam à mesma pessoa, embora tivessem sido utilizados dados biográficos diferentes, incluindo nome, filiação e data de nascimento. A decisão apontou ainda indícios de utilização de documentos falsificados nos diferentes alistamentos.
A Corregedoria determinou que as inscrições irregulares fossem canceladas e que o registro eleitoral mais antigo fosse preservado. Também ordenou providências nos cadernos de votação para impedir que os cadastros ainda não atualizados produzissem efeitos durante as eleições de 2026. O Ministério Público Eleitoral foi comunicado para avaliar eventual prática de ilícito penal eleitoral.
O episódio mostra uma das funções do sistema biométrico: localizar duplicidades e pluralidades no Cadastro Eleitoral por meio do cruzamento das impressões digitais e de outros dados.
