BRASÍLIA - A campanha de Lula elegeu o medo sobre o fim de programas sociais como a principal arma contra Flávio Bolsonaro no segundo turno. O alvo central dessa tática é o candidato Flávio Bolsonaro, cujos opositores buscam elevar a rejeição eleitoral associando sua figura a um eventual retrocesso em políticas de transferência de renda e auxílios à população de baixa renda.
Tema é sensível na avaliação do marketing petista
A avaliação da equipe de marketing petista é que o tema possui alta sensibilidade entre o eleitorado, especialmente nas regiões mais vulneráveis. O objetivo é criar um contraste direto entre a gestão atual e as possíveis medidas de um governo liderado pelo adversário, consolidando o medo de que benefícios fundamentais sejam encerrados ou drasticamente reduzidos caso haja uma alternância de poder.
Além da propaganda no horário eleitoral, a estratégia deve ganhar força nas redes sociais e em debates públicos. A ideia é consolidar a ideia de que o voto em Flávio Bolsonaro representa uma ameaça direta à manutenção da rede de proteção social consolidada nos últimos anos, tentando assim conquistar o voto dos indecisos e neutralizar o avanço da oposição nesta reta final de campanha.
