A expansão das florestas cultivadas no Brasil ocorre principalmente sobre áreas anteriormente antropizadas e de baixa produtividade, segundo Paulo Hartung, presidente-executivo da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Mato Grosso do Sul, principal fronteira de crescimento do setor, teve aumento de cerca de 220 mil hectares na área plantada no último ano, afirmou o executivo nesta terça-feira (6), durante o 58º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel da ABTCP, em São Paulo.
A expansão, de acordo com o presidente da Ibá, tem ocorrido principalmente sobre áreas de pastagens de baixa produtividade e terras degradadas. “Nós estamos crescendo em cima de áreas previamente antropizadas. É importante falar isso em alto e bom som”, afirmou.
O avanço da área florestal ocorre em meio a um ciclo de expansão da indústria brasileira de celulose e papel, impulsionado por investimentos em novas fábricas e pelo ganho de produtividade. Hartung destacou que o país se tornou o segundo maior produtor de celulose do mundo, o sétimo maior produtor de papel e o maior exportador mundial de celulose.
O executivo classificou a cadeia de árvores cultivadas como um dos setores que “deram certo” no Brasil, ao lado de segmentos como infraestrutura e o agronegócio. “Esse é um setor que deu certo no Brasil. Tem muita coisa que deu errado no Brasil. Mas esse é um setor que deu certo”, disse.
