A primeira cirurgia robótica de longa distância pelo SUS (Sistema Único de Saúde) foi realizada em 30 de junho, no Hospital do Amor, e três meses depois, a instituição já soma a realização de 34 procedimentos a distância e outros 50 robóticos presenciais.
As telecirurgias oncológicas são realizadas em diferentes unidades do hospital pelo país, voltadas ao atendimento público.
O Hospital do Amor usa a tecnologia para diferentes procedimentos nas áreas de urologia e ginecologia, incluindo cirurgias para tratamento de câncer de colo do útero (histerectomia), de próstata (prostatectomia) e de cólon e reto (retossigmoidectomia).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que a cirurgia robótica amplia as possibilidades de acesso ao levar a experiência de equipes especializadas a diferentes regiões do país.
Para realizar procedimentos robóticos convencionais, o cirurgião permanece no mesmo hospital que o paciente. Já na telecirurgia, o profissional comanda o equipamento a distância, por meio de uma conexão de alta capacidade e baixa latência.
A primeira telecirurgia foi realizada para tratar um paciente com câncer de reto. Esse procedimento conectou a unidade do hospital em Porto Velho, em Rondônia, e a de Barretos, em São Paulo.
A equipe médica acompanhou e comandou a cirurgia a quase 2.700 quilômetros de distância.
