Milhares de estudantes protestam por melhores condições de ensino na França
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou nesta terça-feira (6) que "não pode haver espaço para tolerância à violência" ao falar sobre os protestos estudantis que vem reunindo milhares de estudantes pelas ruas em todo o país.
Em discurso no Parlamento, o premiê francês condenou atos de vandalismo que vêm sendo praticados e disse que eles pioram ainda mais a situação das escolas - os manifestantes apontam a precariedade da infraestrutura de várias delas como motivação.
"Incendiar uma escola secundária não melhora o estado dos edifícios escolares. Linchar um professor não ajuda a substituir professores", disse ele ao parlamento, acrescentando que era uma "mentira" sugerir que o governo havia ordenado "repressão policial" contra os manifestantes.
Segundo a agência de notícias Reuters, apesar das críticas, Lecornu ordenou que seus ministros atendam às principais reivindicações dos estudantes. Entre elas, garantir a substituição de professores ausentes, rever a duração do dia letivo - das 8h às 18h - e a necessidade de intervalos de almoço mais longos.
O governo também analisará os reparos necessários nos prédios escolares antigos, disse Lecornu, que exigiu que sua equipe envie suas primeiras propostas até o final de outubro.
Um dia antes, nesta segunda-feira (5), um estudante de 15 anos teve a mão arrancada em Lens, no norte da França.
Primeiro-ministro da França diz que 'não pode haver tolerância à violência' em protestos estudantis
