A França enfrenta dificuldades para conter os maiores protestos estudantis das últimas décadas.
O que começou como uma manifestação de apoio a professores em greve em uma escola de ensino médio nos subúrbios ao norte de Paris transformou-se rapidamente em uma crise nacional.
Centenas de escolas foram forçadas a fechar e mais de 5 mil pessoas foram detidas pela polícia, a maioria, menores de idade sem antecedentes criminais.
Estudantes voltam às ruas na França em dia nacional de protestos
Estudante de 15 anos perde a mão em explosão durante protestos na França
Onda de protestos fecha mais de 400 escolas na França
Estudantes, professores e policiais ficaram feridos.
Um estudante na cidade de Lens, no nordeste do país, perdeu a mão após, segundo relatos, pegar uma granada, e outro, em Tours, perdeu a visão de um olho.
O próximo grande teste para o governo ocorrerá na terça-feira, quando se espera que milhares de pessoas participem de marchas de protesto em todo o país.
Aqui está o que você precisa saber.
O que está acontecendo?
O protesto inicial na escola de ensino médio Saint-Exupéry, num subúrbio de Paris, em 21 de setembro, atraiu pouca atenção.
Alunos haviam se unido aos professores para protestar contra a falta de funcionários e de recursos.
Quando as reivindicações foram atendidas e pessoal adicional foi enviado à escola, a greve terminou, mas a faísca já havia sido lançada.
Segundo o líder estudantil Manès Nadel, o movimento se espalhou rapidamente.
