Uma investigação conjunta publicada nesta terça-feira, 6, pelo jornal francês Le Monde e pelo The New York Times, dos EUA, revelou que a Fifa decidiu deliberadamente não punir a seleção da República Democrática do Congo pela utilização irregular do goleiro Lionel Mpasi durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
Irregularidade na troca de federação esportiva
Documentos internos da entidade máxima do futebol apontam que Mpasi atuou em ao menos sete partidas classificatórias sem ter finalizado a burocracia exigida para mudança de associação desportiva, uma vez que havia representado a França em torneios das categorias de base. O regulamento disciplinar prevê a perda de pontos por W.O. em situações de escalação irregular, medida que inviabilizaria a histórica vaga congolesa no torneio de seleções.
Reclamação da Nigéria e arquivamento de processo
O caso chegou aos departamentos jurídicos da entidade após uma contestação formal protocolada pela Nigéria, que havia sido derrotada pela RD Congo na fase decisiva dos playoffs africanos. Apesar de os pareceres dos advogados da própria organização sugerirem cenários de desclassificação ou sanções desportivas, o comitê responsável optou por rejeitar o pedido nigeriano sob a justificativa de atraso de prazos, liberando os congoleses para enfrentar a Jamaica na repescagem e, em seguida, avançar até o Mundial.
