O belga Francis Halzen, físico de partículas e professor na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, foi anunciado nesta terça-feira (6) como o vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2026.
A honraria concedida pela Real Academia Sueca de Ciências reconheceu suas “contribuições decisivas ao Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica”.
O que são neutrinos e por que “caçá-los”?
Conhecidos como as partículas mais elusivas do universo, os neutrinos não possuem carga elétrica e contam com uma massa “insignificante”. Por interagirem raríssimas vezes com a matéria, bilhões dessas partículas atravessam o corpo humano a cada segundo sem deixar rastros.
Enquanto a maioria dos neutrinos detectados na Terra é gerada por reações no Sol, por elementos radioativos ou pelo choque de raios cósmicos na atmosfera terrestre, os neutrinos de alta energia carregam pistas de eventos violentos no espaço profundo.
Ao contrário dos raios cósmicos, que tem trajetórias curvadas por campos magnéticos no espaço, os neutrinos viajam em linha reta a partir de seu local de origem. Além disso, diferentemente da radiação gama, eles não são absorvidos ou bloqueados por nuvens de poeira cósmica e radiação.
Isso torna os neutrinos uma espécie de “mensageiros cósmicos” perfeitos para mapear o universo distante sem distorções.
